ÓLEO DE UCUUBA (Virola surinamensis)

USOS E BENEFÍCIOS:

A manteiga de ucuuba é excelente para a produção de sabões finos de maior consistência e durabilidade, substituindo o sebo animal com enorme vantagem pois evita o problema de uma possível contaminação dos produtos por esse ingrediente. Rica em ácidos graxos como mirístico e láurico; e vitaminas A e C, a manteiga de ucuUba é empregada em formulações cosméticas para hidratação contínua, regeneração e cicatrização de tecidos. Sua manteiga de toque seco é rica em trimiristina, estimulante natural da produção de colágeno e elastina da pele, as duas proteínas mais importantes para a manutenção de uma pele jovem, firme e elástica. Para os cabelos confere brilho intenso, hidratação, nutrição e protege contra agressões externas. Indicações: É indicada para utilização loções, cremes hidratantes, sabonetes, produtos capilares e produtos.

USO POPULAR:

Na medicina caseira, principalmente, é aplicado com sucesso no tratamento de reumatismo, artrite, cólicas, aftas e hemorroidas. A manteiga de ucuúba, que é dura e amarelada, pode ser usada em combinação com outros ingredientes para a produção de velas e sabonetes vegetais, sendo um substituto vegetal para a parafina oriunda do petróleo. Sabonetes e cremes à base de ucuúba têm efeitos comprovados como anti-inflamatórios, cicatrizantes, revitalizantes e antissépticos. O óleo da semente é usado pelos índios para confecção de vela, dando luz intensa, pouca fumaça e cheiro agradável. Sua casca, quando cozida, é usada na assepsia e cicatrização de feridas, enquanto a seiva junto com o camapu (Physalis sp.) cosido é usada em chumaço de algodão para o tratamento de hemorroidas (Le Cointe, 1947). Ao extrato de suas folhas é atribuído ação protetora contra a infecção provocada por Schistosoma mansoni (Barata & Baker, 1973).

ESPECIFICAÇÕES:

NOME DO PRODUTO: Manteiga de ucuuba

CÓDIGO DO PRODUTO: G021 – 5KG / G022 – 10KG

LISTAGEM DO INCI: Óleo da Semente de Virola Surinamensis

MÉTODO DE MANUFATURA: prensado a frio

ORIGEM: Brasil

NÚMERO CAS # : 356065-37-7

NÚMERO EINECS: não listado

NCM 1515 90 40 00

TAMANHOS DA EMBALAGEM: 5kg e 10kg

ARMAZENAGEM: Manter a embalagem bem fechada, armazenada em local fresco, ventilado e protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE: Em condições normais de armazenamento, 24 meses após a fabricação.

MANTEIGA DE UCUUBA – ESPECIFICAÇÕES
CARACTERÍSTICAS UNIDADE DESCRIÇÃO
     
Aparência (25ºc) Sólida
Cor marrom / amarela
Odor característico
Índice de acidez mg NaOH/g < 30,0
Índice de peridóxido meq O2/kg < 10,0
Índice de iodo g l2/kg 10 – 15
Índice de saponificação mgKOH/g 220 – 330
Índice insaponificável % < 3
Densidade 25º C g/ml 0,939
Índice de refração
Ponto de fusão 53
ÁCIDOS GRAXOS
Ácido Láurico (C 12:0) % Peso 16,0 – 20,0
Ácido Mirístico (C 14:0) % Peso 72,0 – 76,0
Ácido Láurico (C 12:0) % Peso 7,0 – 9,0
Saturados % 100
Insaturados % 0

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:

Virola surinamensis (Rol.) pertence à família Myristicaceae. No Brasil, é vulgarmente conhecida como ucuúba, ucuúba-da-várzea, ucuúba branca A espécie é encontrada desde as Antilhas até o Brasil, passando por Tobago, Trinidad , Guianas. Venezuela meridional e Bolívia. Na Amazônia brasileira, é abundante no estuário do rio Amazonas, onde é uma das espécies de maior ocorrência entre as árvores de grande porte, nas ilhas baixas inundáveis pela maré do Atlântico. O nome da árvore significa na língua indígena ucu (graxa) e yba (árvore), atinge uma altura de 25 a 35 m. Na Amazônia brasileira, a floração acontece de agosto a novembro e a frutificação de janeiro a julho (Rodrigues, 1972, 1980). Uma árvore madura pode produzir entre 30 a 50 kg de sementes por ano. As sementes são ricas em gorduras cujo teor pode atingir 50% em uma base seca. A dispersão de sementes e frutos é feita em sua grande maioria por pássaros de tamanho grande como jacu (Penelope purpurascens) e tucanos (Ramphastos sulfuratus e Ramphastos swainsonii) e por pássaros pequenos de vôos curtos como surucuá (Trogon massena) e udu ou juruva (Baryphthengus mertiii, que comem o arilo e regurgitam as sementes, ainda viáveis, embaixo ou próxima das copas das árvores, as quais germinam após 2 a 5 semanas. Também macacos (AteIes qeottrovii, mediante suas fezes, atuam com dispersares de sementes (Howeet al., 1985). Mudas dessa espécie são apreciadas por cotia (Dasyprocta punctetei, pacas (Agouti paca), coatis (Nasua nericei, veados (Odocoileus virginiana e Mazamaamericana), esquilos (Sciurus granatensis) e ratos (Proechimys centralis) (Molofsky & Fisher, 1993).

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
 PERÍODO DE COLHEITA BAIXA ESTAÇÃO

REFERÊNCIAS:

LORENZI, H: Arvores Brasileiras – vol. 01. 1992, Instituto Plantarum, Nova Odessa – SP 384 pp. .

PESCE, C .: Oleaginosas da Amazônia, 1941, Oficinas Gráficas da Revista Veterinária, Belém / PA .

VAN DEN BERG, ME: Plantas Medicinais na Amazônia – Contribuição ao seu conhecimento sistemático, 1993, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém. 206 pp. .

Virola Surinamensis: Silvicultura e Usos Neves E.; Santos A.; Colombo E., PR2 002/SSN

Manaus: INPA, 1979. v. 1.