ÓLEO DE PATAUÁ (Oenocarpus bataua)

USOS E BENEFÍCIOS:

O óleo de patauá, também denominado Ungurahua, Majo, ou Seje, é extraído da polpa do fruto do patauá. O óleo de patauá é um líquido amarelo-esverdeado claro com perfume suave e elevado teor de ácido oleico (ômega-9). O óleo de patauá tem uma composição parecida com o azeite de oliva e pode ser consumido em saladas ou usado em conservas, mas seu maior valor está relacionado ao tratamento de problemas no couro cabeludo como coceira, caspa e queda de cabelo. O óleo de patauá é conhecido por estimular e regenerar as células foliculares, ajudando a controlar os distúrbios do couro cabeludo causados por infecções bacterianas e aumentando a circulação e a força capilar. Pode ser usado como coadjuvante nos tratamentos contra a queda de cabelo precoce, calvície de padrão masculino e feminino e alopecia areata.

O óleo de patauá também tem um efeito anti-inflamatório quando usado topicamente. Isso o torna benéfico para doenças relacionadas à pele seca, como o eczema. Seu uso constante ajuda a tonificar, acalmar e suavizar a pele e restaurar seu equilíbrio de hidratação natural.

ESPECIFICAÇÕES:

NOME DO PRODUTO: Óleo de Patauá

INCI: Oenocarpus bataua fruit oil

NOME CIENTÍFICO: Oenocarpus bataua

PAÍS DE ORIGEM: Brasil

CÓDIGO DO PRODUTO: G025 / 5L – GO26/ 10 L

MÉTODO DE FABRICAÇÃO: prensado a frio

NÚMERO EINCS : não aplicável

NCM: 1515.90.40

TAMANHOS DA EMBALAGEM: 5,0 L – 10 ,0 L

EMBALAGEM SECUNDÁRIA: (caixa de papelão com 2 x 5 kg ou 1 x 10 kg)

ARMAZENAGEM: manter a embalagem bem fechada, armazenada em local fresco, ventilado e protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE: em condições normais de armazenamento, 24 meses após a fabricação.

ÓLEO DE PATAUÁ – ESPECIFICAÇÕES
CARACTERÍSTICAS UNID VALORES
Aparência (25 oC) líquido
Cor Esverdeado
Odor característico
Índice de acidez % Peso < 10,0
Índice de peróxido 10 meq 02/kg < 10,0
Índice de iodo g I2/kg 70 – 83
Índice de saponificação mgKOH/g 190 – 200
Índice insaponificável % < 1,3
Densidade  25 oC g/ml 0,905 – 0,9180
Índice de refração (40 oC) 1,46 – 1,4693
Ponto de fusão oC 16

ÁCIDOS GRAXOS

Ácido palmítico (C16:0) % Peso 6,0 – 15,0
Ácido palmitoleico (C16:1) % Peso < 2
Ácido esteárico (C18:0) % Peso 2,0 – 9,0
Ácido oleico (C18:1 – ômega 9) % Peso 68,0 – 83,0
Ácido linoleico (C18:2 – ômega 6) % Peso 2,0 – 9,0
Ácido linolênico (C18:2 – ômega 3) % Peso < 5
Saturados % 16
Insaturados % 84

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:

Ácido linoleico (C18:2 – ômega 6)A palmeira patauá (Oenocarpus bataua Mart.) é encontrada nas florestas úmidas e baixas do rio Amazonas, especialmente do lado norte até a Guiana Inglesa. Muitas vezes, agrupam-se em locais que recebem o nome de patauasais. Quando a planta é nova, o tronco é completamente recoberto de espinhos compridos, pretos e duros, produzidos pela rachadura do tecido das folhas. A ráquis é usada pelos povos indígenas para fazer flechas das suas zarabatanas e as folhas para cestos ou casas temporárias. A árvore adulta perde o envelope das folhas e apresenta um tronco liso, que alcança até 15 m de altura e produz grandes cachos de frutos de cor roxa, quase preta. Esses frutos são recobertos de um pó branco-azulado e, ao se separarem, deixam o epicarpo lustroso e fornecem uma bebida de cor cinzenta e gosto agradável.

A palmeira patauá é uma bela árvore, de tronco grosso, folhas compridas e largos folíolos. Os frutos, do tamanho de uma pequena ameixa (2-3 cm), são reunidos num grande cacho que amadurece de setembro a janeiro. Possuem uma polpa mole e amarela que é protegida externamente por uma película arroxeada, quase preta, que recobre um caroço imaturo, cinzento e protegido por filamentos bastante resistentes. O peso médio de um fruto de patauá fresco é de oito gramas. É composto de 39,25% de polpa oleosa e 60,75% de caroço. A proporção do óleo contido no fruto é de 18,19% na polpa oleosa, 3% no caroço e 7,4% no fruto inteiro. O óleo extraído do mesocarpo do patauá apresenta-se como um líquido esverdeado, transparente, com odor pouco pronunciado. A produção média esperada é de 2 cachos por ano por palmeira, equivalentes a 32kg de frutos, do qual pode obter-se na prensa mecânica até 2,4 litros de óleo por palmeira.

JAN

FEV

MAR

ABR

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AGO

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 PERÍODO DE COLHEITA

 

BAIXA ESTAÇÃO

 

 

REFERÊNCIAS:

PESCE, C.: Oleaginosas da Amazônia. 2 ed., rev. e atual. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, 2009.

BALICK, M.J. “Jessenia and Oenocarpus: neotropical oil plants worthy of domestication.” Food and Agriculture Organization (FAO), Plant Production and Protection Paper, N°. 88, Rome, 1988.

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DARNET, S.H. et al.: “Nutritional composition, fatty acid, and tocopherol contents of buriti (Mauritia flexuosa) and patawa (Oenocarpus bataua) fruit pulp from the Amazon region.” Cienc. Tecnol. Aliment. 31, pp. 488–491, 2011.

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PESCE, C. OLEAGINOSAS DA AMAZÔNIA. BELÉM: OFICINAS GRÁFICAS DA REVISTA VETERINÁRIA, 1941.

SHANLEY, P.: Cymerys, M. & Galvão, J. Frutíferas da mata na vida amazônica. Belém, 1998.