OLEORRESINA DE COPAÍBA (Copaifera sp.)

USOS E BENEFÍCIOS:

A oleorresina de copaíba é extraída do tronco de espécies desse gênero (Copaifera sp.). É na indústria farmacêutica onde se encontra o seu maior potencial de mercado, dada às propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antitumorais (Veiga Jr. et al., 1997; Maciel et al., 2002; Veiga Jr. Pinto, 2002). Estudos apontam seu potencial uso como analgésico associado ao DHA ácido docosahexaenóico. (Fiorenzani, Paolo, 2014). A indústria de cosméticos o utiliza como componente de diversas fórmulas para xampus e loções capilares anticaspa, com teores que variam  de 2-7% de óleo; em cremes, sabonetes, espumas de banho e loções corporais; 1-5% do óleo; e fixadores de perfumes. Na odontologia, é aplicado na composição de cimentos para tratamento de canal e na prevenção e combate à cárie e gengivite. É usado ainda como aditivo na fabricação de vernizes e tintas e na confecção de borracha sintética.

USO POPULAR:

AROMATERAPIA: Na Aromaterapia o óleo de bálsamo de copaíba estimula a clareza mental e espiritual, a conexão com o universo e com o próprio ser e traz equilíbrio emocional. Seu uso em difusores é uma ótima opção para induzir um sono profundo e repousante.

SISTEMA CIRCULATÓRIO – A oleorresina de copaíba ajuda a lubrificar e desobstruir as artérias e veias, promovendo a circulação sanguínea adequada e, em geral, melhor oxigenação; regenera os vasos, portanto é preventivo e eficaz em casos de varizes, derrames e ataques cardíacos e é ideal para o equilíbrio do colesterol e triglicerídeos. Estudos de laboratório da Universidade Federal do Pará, realizados pelo neurocientista Wallace Leal mostram que o óleo ajuda no tratamento de quem sofreu derrame (o AVC).

SISTEMA ESTRUTURAL – Fortalece os ossos, prevenindo a osteoporose. Por causa de seus grandes poderes para combater a inflamação e a dor crônica, é ideal para manter as articulações em excelentes condições. Ajuda a eliminar dores musculares, na coluna, articulações, osteoartrite e artrite.

HEMORROIDAS – Com 20 a 30 gotas de oleorresina de copaíba e algumas de sangre de grado, é possível realizar banhos de assento para prevenir e aliviar a inflamação causada por hemorróidas, cistite e até infecções vaginais (recomenda-se que as gotas sejam aplicadas uniformemente para obter melhores resultados).

SISTEMA IMUNOLÓGICO – É um antibiótico natural muito poderoso; previne e elimina inflamações e doenças, e fortalece os sistemas de defesa do corpo.

SISTEMA RESPIRATÓRIO – Como um antisséptico inalado pelas vias aéreas, é um excelente expectorante e pode auxiliar no tratamento de bronquite, pneumonia, asma, tosse, sinusite, rinite, amigdalite, resfriados e dor de garganta, porque desconecta os alvéolos pulmonares dos vasos sanguíneos.

SISTEMA URINÁRIO – Promove a limpeza antisséptica do ureter e evita cistite (inflamação crônica da bexiga) ou incontinência urinária aguda, ajuda a prevenir infecções e pedras em geral e evita muco na bexiga.

ESPECIFICAÇÕES:

NOME DO PRODUTO: Oleorresina de Copaíba

INCI: Copaifera officinalis oil

PAÍS DE ORIGEM: Brasil

CÓDIGO DO PRODUTO: G001 – 5 L / G002 – 10 L

MÉTODO DE EXTRAÇÃO: Incisão de tronco

NÚMERO DO CAS 8001-61-4 / 9000-12-8

NÚMERO EINCS 232-288-0 / 232-526-3

CÓDIGO DE TARIFAS ADUANEIRAS 8013-97-6

NCM: 15152990

TAMANHO DA EMBALAGEM: 5 L ou 10 L

EMBALAGEM SECUNDÁRIA: caixa de papelão com 2 x 5L ou 1 x 10 L

ARMAZENAGEM: manter o recipiente bem fechado e armazenar em local fresco e ventilado, protegido da luz. Os frascos são apenas refil, sendo recomendada a transferência para embalagem de vidro âmbar.

PRAZO DE VALIDADE: em condições normais de armazenamento, 24 meses após a fabricação.

DADOS FÍSICO QUÍMICOS DO ÓLEO DE COPAÍBA
CARACTERÍSTICAS UNIDADE DESCRIÇÃO
     
Aparência líquido com viscosidade variável
Cor Amarelo claro ao marrom claro dourado
Odor  Cheiro forte (resina / madeira)
Densidade g/ml 0,87 – 0,91
Índice de refração (40º C) 1,4959
Índice de acidez mg de KOH/g 1,970
Solubilidade e água Insolúvel em água

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:

A Copaíba pertence à Família Leguminosae, Subfamília Caesalpinoideae (Cronquist, 1981). O gênero Copaifera L. apresenta uma distribuição geográfica diversificada no mundo; das 50 espécies deste gênero no mundo, nove podem ser encontradas na Amazônia brasileira: Copaifera duckei, C. glycycarpa, C. guyanensis, C. martii, C. multijuga, C. paupera, C. piresii, C. pubiflora e C. reticulata (Martins-da-Silva et al., 2008). Elas ocupam os mais variados habitats amazônicos, desde florestas de terra firme às margens inundáveis de cursos d’água, ocorrendo tanto em solos argilosos como em solos arenosos (Pio Corrêa, 1932). Podem atingir de 25 a 40 metros de altura e até 2 m de diâmetro. A produção de oleorresina é muito variável.

As Copaíbas apresentam crescimento lento, tronco e ramos com casca aromática, folhagem densa, flores pequenas e frutos secos, que lembram vagens. A floração ocorre de uma vez por ano a cada quatro anos, e a época da floração varia de acordo com a espécie, a região e o clima. Copaifera multijuga: floração de janeiro a abril; Copaifera officinalis e Copaifera pubiflora: floração em setembro; Copaifera reticulata: floração de janeiro a março; Copaifera langsdorffii: floração de dezembro a fevereiro. Suas flores são pequenas, brancas e em cachos. As abelhas e vespas são seus principais polinizadores.

FRUTIFICAÇÃO E DISPERSÃO: Assim como a floração, a frutificação da copaíba se dá de acordo com a espécie, a região e o clima. A Copaifera multijuga e Copaifera reticulata tem frutificação de março a agosto; Copaifera officinalis e Copaifera pubiflora, de novembro a março; Copaifera langsdorffii: de março a outubro. Os frutos são pequenos, duros e de cor marrom. Quando maduros, abrem-se, expondo uma a duas sementes de 1 cm cada uma, de cor preta. A dispersão das sementes pode se dar naturalmente por queda dos frutos maduros ou por animais que se alimentam das sementes. Papagaio, arara, tucano, jacu, curica e nambu, cotia, macaco-gogó-de-sola, macaco-prego, porquinho-do-mato, quatipuru, queixada, tatu e veado, ao se alimentarem dos frutos, deixam pelo caminho restos de sementes que acabam germinando. (SHANLEY, P. et. Al)

INFORMAÇÕES IMPORTANTES / ADVERTÊNCIAS:

As informações fornecidas neste site, por meio de suas redes de mídia social e em materiais de apoio e comunicações, destinam-se apenas a fins informativos gerais e básicos. Não se destinam a ser um conselho médico e não incluem todas as precauções possíveis, efeitos colaterais ou interações que podem ocorrer. Nem a Goa Exportação Óleos da Amazônia Ltda nem seu fundador se responsabilizam pelo uso das informações fornecidas. As declarações contidas na web da Goa não foram avaliadas pela ANVISA. É preciso conduzir pesquisas completas por meio de fontes múltiplas e consultar-se diretamente com um médico qualificado antes de usar qualquer óleo ou produto essencial. As informações no site da Goa Exportação Óleos da Amazônia Ltda não devem ser consideradas como orientações  médicas, ou de qualquer outra natureza.

REFERÊNCIAS:

Basile, A. C. et al. “Anti-inflammatory activity of oleoresin from Brazilian Copaifera.” J. Ethnopharmacol. 22, pp. 101–9, 1988.

Ghelardini, C. et al. “Local anaesthetic activity of beta-caryophyllene.” Fármaco. 56(5-7): pp. 387-9, 2001.

Fernandes, R. M. “Contribuição para o conhecimento do efeito anti-inflamatório e analgésico do bálsamo de copaíba e alguns de seus constituintes químicos.” Tese, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1986.

Cavalcanti, B. C. et al. “Genotoxicity evaluation of kaurenoic acid, a bioactive diterpenoid present in Copaiba oil.” Food Chem. Toxicol. 44(3): pp. 388-92, 2006.

Costa-Lotufo, L. V. et al. “The cytotoxic and embryotoxic effects of kaurenoic acid, a diterpene isolated from Copaifera langsdorffii.” Toxicon. 40(8): pp. 1231–34, 2002.

Ohsaki, A. et al. “The isolation and in vivo potent antitumor activity of clerodane diterpenoids from the oleoresin of Brazilian medicinal plant Copaifera langsdorffii Desfon.” Bioorg. Med. Chem. Lett. 4: pp. 2889–92, 1994.

Wilkins, M. et al. “Characterization of the bactericidal activity of the natural diterpene kaurenoic acid.” Planta Med. 68(5): pp. 452–54, 2002.

Tincusi, B. M. et al. “Antimicrobial terpenoids from the oleoresin of the Peruvian medicinal plant Copaifera paupera.” Planta Med. 68(9): pp. 808–12, 2002.

Paiva, L. A. et al. “Investigation on the wound healing activity of oleo-resin from Copaifera langsdorffii in rats.” Phytother. Res. 16(8): pp. 737–39, 2002.

Paiva, L. A. et al. “Gastroprotective effect of Copaifera langsdorffii oleo-resin on experimental gastric ulcer models in rats.” J. Ethnopharmacol. 62(1): pp. 73–8, 1998.

Tambe, Y. et al. “Gastric cytoprotection of the non-steroidal anti-inflammatory sesquiterpene, beta-caryophyllene.” Planta Med. 62(5): pp. 469–70, 1996.

de Mendonca, F. A. et al. “Activities of some Brazilian plants against larvae of the mosquito Aedes aegypti.” Fitoterapia. 76(7-8): pp. 629-36, Dezembro de 2005.

Shanley, P. et. al. Frutíferas e plantas úteis na vida amazônica, 2005, CIFOR, IMAZON, Editora Supercores, Belém, p. 300. http://www.cifor.org/publications/pdf_files/Books/BShanley0501.pdf.

Alonso J.: “Tratado de Fitofármacos y Nutraceuticos.” pp. 360 – 362; Ed. Corpus.

Índice Terapêutico Fitoterápico: ITF – 1.ed. – Petrópolis. RJ: EPUB, 2008.

Fiorenzani, Paolo, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4109702/
https://www.botanicplanet.ca/copaiba-balsam-essential-oil-3733=160