ÓLEO DE BABAÇU (Orbignya Oleifera)

USOS E BENEFÍCIOS:

O óleo de coco babaçu é semelhante ao óleo de coco; ambos possuem alto teor de ácido láurico (aprox. 50% de sua  composição), e por isso, equilibram a flora intestinal protegendo, assim, o intestino e prevenindo problemas como a diarreia e a prisão de ventre, o que por consequência estimula o sistema imunológico. Nutricionistas indicam a ingestão de 10 a 20 ml por dia. Trata-se de um óleo muito estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado no cozimento e fritura.

O óleo de babaçu se destaca pelo seu alto índice de saponificação, o que faz dele muito apropriado para a fabricação de sabão em substituição às gorduras de origem animal e no preparo de pomadas cremosas.

É muito usado pela indústria de cosméticos na composição de produtos para a hidratação tanto da pele seca como da pele oleosa porque é não-comedogênico, o que significa que não entope os poros. O óleo de babaçu é uma excelente escolha para o tratamento de dermatite atópica e coceiras, ajuda a reduzir a vermelhidão e inflamação causada pela acne ou rosácea, picadas de insetos, eczema, queimadura e pele irritada, além de ser altamente recomendado como óleo de massagem.

Um estudo realizado pela Fundação Filipina para Pesquisa e Desenvolvimento do Coco concluiu que a adição de óleo de coco (Cocos nucífera) na alimentação de pacientes portadores do vírus HIV pode causar a diminuição do nível da carga viral em indivíduos soropositivos. O mesmo efeito deve se esperar do óleo de babaçu, cuja constituição é muito semelhante.

A aplicação de óleo de babaçu no cabelo ajuda a tratar pontas duplas e o cabelo danificado e quebradiço, restaurando a elasticidade perdida e tornando o cabelo lustroso e brilhante. O óleo de babaçu tem os ácidos que ajudam a evitar que o couro cabeludo fique seco; por isso, este óleo funciona muito bem para aqueles que têm o problema da caspa não-bacteriana. O cabelo pode ser lavado com uma mistura de óleo com xampu ou condicionador.

ESPECIFICAÇÕES:

NOME DO PRODUTO: Óleo de Babaçu

CÓDIGO DO PRODUTO: G007 – 5,0L / G008 – 10,0L

LISTAGEM DO INCI: Orbignya Oleifera oil

MÉTODO DE MANUFATURA: prensado a frio

PAÍS DE ORIGEM: Brasil

TAMANHOS DA EMBALAGEM: 5 L e 10 L

NÚMERO CAS #: 91078-32-1

NÚMERO EINECS: 293-376-2

NCM 1513.21.20

TAMANHOS DA EMBALAGEM: 5,0 L – 10 ,0 L

EMBALAGEM SECUNDÁRIA: caixa de papelão com 2 x 5 L ou 1 x 10 L

ARMAZENAGEM: manter a embalagem bem fechada, armazenada em local fresco, ventilado e protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE: em condições normais de armazenamento, 24 meses após a fabricação.

ÓLEO DE BABAÇU – ESPECIFICAÇÕES
CARACTERÍSTICAS UNID VALORES
Aparência (25 oC) líquido
Cor amarelo claro
Odor característico
Índice de acidez % Peso 2,2
Índice de peróxido 10 meq 02/kg < 10,0
Índice de iodo g I2/kg 14 – 17
Índice de saponificação Mg KOH/g 240 – 255
Índice insaponificável % <1
Densidade  25 oC g/ml 0,904
Índice de refração (40 oC)   1,445
Ponto de fusão oC 25

ÁCIDOS GRAXOS

Ácido caprílico (C6:0) % Peso 5,3 – 5,5
Ácido cáprico (C8:0) % Peso 5,5 – 5,9
Ácido láurico (C12:0) % Peso 43,0 – 47,0
Ácido mirístico (C14:0) % Peso 15,0 – 18,0
Ácido palmítico (C16:0) % Peso 6,00 – 9,00
Ácido esteárico (C18:0) % Peso 2,50 – 5,00
Ácido oleico (C18:1 – ômega 9) % Peso 12,0 – 16,0
Ácido linoleico (C18:2 – ômega 6) % Peso 1,00 – 3,00
Saturados % 85
Insaturados % 15

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:

A palmeira do babaçu apresenta a sua principal área de ocorrência nas faixas de transição limítrofes da floresta latifoliada equatorial. É encontrada em maior quantidade nos estados do Maranhão e Piauí, sendo considerada uma planta característica (junto à carnaúba) da formação vegetal Mata dos Cocais, uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia Amazônica e as terras semiáridas do Nordeste brasileiro, no chamado Meio-Norte. Também pode ser encontrada nos estados do Ceará, Pará, Mato Grosso e Tocantins.

O babaçu é uma palmeira robusta com estipe isolado (tronco ou caule) de até 20 metros de altura e de 25 a 44 centímetros de diâmetro, com 7 a 22 folhas medindo de 4 a 8 metros de comprimento. Suas flores são de sexos separados, com ramos florais volumosos; pode apresentar até 6 cachos por planta ou mais, sustentados por um pêndulo de 70 a 90 centímetros. Cada cacho possui de 240 a 720 frutos que chegam a pesar de 90 a 240 gramas.[6]

A época da floração ocorre nos meses de janeiro a abril, coincidindo com o período das chuvas, ao passo que a frutificação ocorre nos meses de agosto a dezembro. Quando maduro, o coco desprende-se e cai no solo. O fruto apresenta epicarpo (camada mais externa), mesocarpo (com 0,5 a 1,0 centímetro, rico em amido), endocarpo (duro, de 2 a 3 centímetros) e amêndoas (de 2 a 8 por fruto).[7]

A palmeira do babaçu requer entre 10 a 12 anos para iniciar a produção, atingindo a maturidade produtiva entre 15 a 20 anos com uma vida média de 35 anos. Apresenta três estágios de crescimento. O primeiro constituído pelas pindobas, quando a palmeira apresenta até três folhas definitivas. O segundo, denominado palmiteiro, pode ser identificado pelo palmito, quase ao nível do solo. No terceiro, o caule já se encontra formado.[8]

A espécie pode ocorrer de forma isolada nas florestas ou em áreas abertas, sendo encontrada de forma mais frequente em áreas degradadas onde é considerada uma espécie pioneira e dominante (floresta com dominância de babaçu). Em geral, o babaçu possui baixa densidade na vegetação primária. A sua presença associa-se a áreas antropizadas, quando coloniza antigas formações florestais desmatadas. [9] A palmeira é uma planta extremamente resistente aos predadores de semente e, deste modo, apresenta alta taxa de regeneração. Estas características, somada às queimadas que eliminam seus competidores vegetais, fazem com que domine extensas regiões, conhecidas como babaçuais.[10]

A palmeira tem uso tradicional no Brasil, sendo considerada a maior fonte mundial de óleo silvestre para uso doméstico, podendo também ter uso industrial. É um dos principais produtos de origem extrativista do Brasil, contribuindo para a economia de alguns estados, bem como para milhares de famílias, em grupos conhecidos como quebradeiras de coco babaçu.[9]

JAN

FEV

MAR

ABR

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JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 PERÍODO DE COLHEITA

 

 BAIXA ESTAÇÃO

 

 

REFERÊNCIAS:

Wikipédia – 02/11/2020

6, 7, 8: «Boas Práticas de Manejo – Babaçu — Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento» (PDF). www.agricultura.gov.br. Consultado em 20 de janeiro de 2018.

9: [www.cpac.embrapa.br/download/523/t «Miriam Rodrigues da Silva1, Danielle Mitja2, Eder de Souza Martins 3, Osmar Abílio de Carvalho. Junior 4»].

10: «Ministério da Agricultura» (PDF).