ÓLEO DE ANDIROBA (Carapa guianensis)

USOS E BENEFÍCIOS:

O óleo de andiroba (Carapa guianensis) tem atividade anti-inflamatória, antisséptica e anti-edematogênica. É usado no tratamento de psoríase, dermatites e erupções cutâneas, e indicado para formulação de produtos como sabonetes, hidratantes, xampus, e condicionadores por suas características emolientes, hidratantes e anti-celulíticas. Popularmente é muito usado contra a caspa, acne e espinhas, e devido à sua boa penetração na pele, é usado em massagens para aliviar contusões, luxações, artrite, reumatismo e clarear manchas superficiais. Tem ação repelente contra insetos e seus resíduos da extração são usados para a fabricação de velas repelentes, principalmente contra os mosquitos Anopheles, que transmitem a malária, e Aedes aegypti que transmitem dengue (Mendonça et al., 2005).

ESPECIFICAÇÃO:

NOME DO PRODUTO: Óleo de Semente de Andiroba
INCI: Carapa Guianensis Seed Oil
NOME CIENTÍFICO: Carapa guianensis
PAÍS DE ORIGEM: Brasil
CÓDIGO DO PRODUTO: G005 / 5,0 L – G006 / 10,0L
MÉTODO DE FABRICAÇÃO: prensado a frio
NÚMERO DO CAS: / 352458-32-3
NÚMERO EINCS: 23748-14-9
NCM: 1515.90.40
TAMANHOS DA EMBALAGEM: 5,0 L – 10 ,0 L
EMBALAGEM SECUNDÁRIA: caixa de papelão com 2 x 5 kg ou 1 x 10 kg.
ARMAZENAGEM: manter a embalagem bem fechada, armazenada em local fresco, ventilado e protegido da luz.
PRAZO DE VALIDADE: em condições normais de armazenamento, 24 meses após a fabricação.

ÓLEO DE ANDIROBA – ESPECIFICAÇÕES
CARACTERÍSTICAS UNID VALORES
Aparência (25 oC) líquido viscoso
Cor amarelo claro
Odor característico
Índice de acidez % Peso < 30,0
Índice de peróxido 10 meq 02/kg < 10,0
Índice de iodo g I2/kg 65 – 75
Índice de saponificação mgKOH/g 190 – 120
Índice insaponificável % 3 – 5
Densidade  25 oC g/ml 0,9261
Índice de refração (40 oC) 1,4611
Ponto de fusão oC 22
ÁCIDOS GRAXOS
Ácido palmítico (C16:0) % Peso 25,0 – 32,0
Ácido palmitoleico (C16:1) % Peso 0,8 – 1,5
Ácido esteárico (C18:0) % Peso 6.0 – 13,0
Ácido oleico (C18:1 – ômega 9) % Peso 45,0 – 58,0
Ácido linoleico (C18:2 – ômega 6) % Peso 6,0 – 14,0
Saturados % 40
Insaturados % 60

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:

Duas espécies da Família Meliaceae são conhecidas na Amazônia como andiroba: Carapa guianensis aubl. e Carapa procera dc (Pennington et al., 1981). Essa árvore também é conhecida por vários outros nomes populares, incluindo carape, jandiroba, karapa (na América do Sul) e crabwood (na Inglaterra). É uma árvore neotropical que pode chegar a 30 m de altura e ocorre no sul da América Central, na Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana Francesa, Brasil, Peru, Paraguai e ilhas do Caribe. No Brasil, é encontrada a partir do nível do mar até 350 m de altitude, em toda a bacia amazônica, tanto em florestas de terra firme quanto em áreas de floresta temporariamente inundadas, ao longo dos rios e córregos e próximo aos manguezais. As sementes flutuam e podem ser dispersas pelas correntes dos cursos de água. No entanto, em áreas florestais, a maioria das frutas e sementes é encontrada sob a árvore mãe. No período de dispersão, as sementes são consumidas por roedores, tatus, porcos da floresta, pacas, veados, quatis etc. A árvore é conhecida como andiroba, originária do nhandi (óleo) e rob (amargo), pertence à mesma família do mogno e do cedro e, por ser resistente a ataques de insetos é altamente procurada pelas serrarias.

Uma árvore adulta produz em média 50 kg de sementes por árvore. Para se obter um litro de óleo são necessários de 4 a 5 kg de sementes no processo com prensa mecânica. Devido ao seu rápido desenvolvimento no campo e ao alto valor de sua madeira, a andiroba é indicada para ser plantada em sistemas consorciados e agroflorestais. As plantações em monocultura são atacadas pela Hypsipyla grandella, a principal praga de meliáceas na região amazônica, que ataca o botão terminal da árvore inibindo o seu crescimento. Isso tem consequências sérias quando o uso das árvores é destinado à madeira. A andiroba não é tão suscetível quanto o mogno, e mesmo sendo atacada a ramificação dos galhos não prejudica a produtividade de sementes.

ÉPOCA DE COLETA:

 

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 PERÍODO DE COLHEITA

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS:

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FERRARI, Márcio; OLIVEIRA, Maria SC; NAKANO, Adelino K. e ROCHA-FILHO, Pedro A. Determinação do fator de proteção solar (FPS) in vitro e in vivo de emulsões com óleo de andiroba (Carapa guianensis), Rev. bras. farmacogn. [conectados], vol.17, n.4, pp. 626-630. ISSN 0102-695X, 2007.

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FERREIRA, M. et al.: “Desenvolvimento e avaliação de emulsões do óleo de Carapa guianensis (Andiroba)”; AAPS PharmSciTech, setembro de 2010, volume 11, edição 3, pp. 1383–1390, 2010. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20824515